Qual é a forma do Universo?
Se você pudesse de alguma forma sair do universo e olhar para ele, com o que seria parecido?
Os cientistas têm lutado com essa questão, fazendo várias medidas
diferentes, a fim de determinar a geometria do cosmos e se ele irá ou
não chegar a um fim. Como se mede a forma do universo? E o que eles
descobriram?
A geometria do cosmos.
De acordo com a teoria da Relatividade Geral de Einstein, o próprio
espaço pode ser curvado em massa. Como resultado, a densidade do
universo - quantidade de massa que se espalhou pelo seu volume -
determina a sua forma, bem como o seu futuro. Os cientistas calcularam a
"densidade crítica" do universo como sendo proporcional ao quadrado da
constante de Hubble, que é usada para medir a taxa de expansão do
universo. A comparação entre a densidade crítica e a densidade real pode
ajudar os cientistas a entender melhor o cosmos.
Se a
densidade real do universo é menor que a densidade crítica, então não há
matéria suficiente para parar a expansão do universo e ele irá
expandir-se para sempre. A forma resultante é curva, como a superfície
de um selim. Isto é conhecido como um universo aberto. Se a densidade
real do universo é maior do que a densidade crítica, então ele contém
massa suficiente para eventualmente impedir a sua expansão. Neste caso ,
o universo é fechado e finito, com uma forma esférica. Nesta
perspectiva, assim que o universo deixar de se expandir, vai começar a
contrair-se.
As galáxias irão parar e começar a recuar e
mover-se cada vez mais perto umas das outras. Eventualmente, o universo
vai sofrer o oposto do Big Bang, muitas vezes chamado de "Big Crunch".
Isto é conhecido como um universo fechado. No entanto, se o universo
contém massa exatamente suficiente para eventualmente parar a expansão, a
densidade real do universo será igual à densidade crítica. A taxa de
expansão vai desacelerar gradualmente, ao longo de um período de tempo
infinito. Em tal caso, o universo é considerada plano e infinito em
tamanho.
Até agora, as medições indicam que o universo é plano,
o que sugere que ele também é infinito em tamanho. A velocidade da luz
limita-nos a visualização do volume do universo visível desde o Big
Bang, porque o universo tem aproximadamente 13,81 Bilhões anos de idade,
permitindo aos cientistas apenas ver a 13,8 Bilhões de anos-luz da
Terra.
Medir o cosmos.
Os cientistas que estudam
cosmologia medem a expansão do universo e a sua densidade para
determinar a sua forma. Ao estudar galáxias distantes no início do
século 20, o astrônomo Edwin Hubble percebeu que todos eles pareciam
estar a afastar-se da Via Láctea. Ele anunciou que o universo estava a
expandir-se em todas as direções. Desde então, os astrônomos têm contado
com medidas de supernova e outros objetos para refinar os cálculos de
quão rápido o universo está a expandir-se. Outros instrumentos mediram a
radiação de fundo do universo, num esforço para determinar a sua forma.
O Wilkinson Microwave Anisotropy Probe da NASA (WMAP) mediu as
flutuações de fundo, num esforço para determinar se o universo é aberto
ou fechado.
Em 2013, cientistas anunciaram que o universo era conhecido por ser plano, com apenas uma margem de 0,4 por cento de erro.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Civilizações alienígenas avançadas, como procurar?
Astrônomos buscam meios de localizar civilizações extraterrestres e suas avançadas tecnologias
Em breve os astrônomos podem
descobrir sinais de avançadas obras de engenharia estelar de
civilizações extraterrestres
SAIBA MAIS
Viajando para as estrelas com um buraco negro
Cientistas buscam por viajantes do tempo na internet
Telescópios da NASA captam galáxias do princípio do Universo
O astrofísico
russo Nikolai Kardashev classificou os tipos de civilizações que
poderiam existir no Universo em três. Tipo I seria capaz de utilizar
todos os recursos energéticos de seu planeta, bem como controlar seu
clima. Tipo II seria capaz de absorver toda a energia de uma estrela, ao
passo que uma civilização Tipo III poderia utilizar o potencial
energético de toda uma galáxia.
Nossa civilização ainda é do Tipo 0, mas alguns defendem que em um século poderemos passar para a de Tipo I. Encontrar tais sociedades alienígenas tem sido objeto mais da ficção científica que da astronomia, mas com o desenvolvimento tecnológico novos instrumentos permitem que a busca comece a ser realizada. Já falamos aqui do astrônomo Geoff Marcy, que está procurando civilizações alienígenas nos dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler.
O que Marcy e outros estão buscando enquadra-se em uma civilização Tipo II, capaz de controlar os recursos energéticos de sua estrela. Para tanto, seriam capazes de construir uma gigantesca estrutura ao redor de seu sol, prevista em 1960 pelo astrofísico Freeman Dyson. Ao contrário de muitas concepções elaboradas ao longo dos anos, inclusive na ficção científica, como por exemplo no episódio Relics de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração, Dyson nunca propôs uma esfera rígida e contínua envolvendo um distante sol.
ARQUEOLOGIA INTERESTELAR
O próprio Dyson afirma: "Sequer necessita ser uma esfera. Poderia ser qualquer lugar ou corpo em órbita da estrela, onde os extraterrestres poderiam gerar grandes quantidades de energia". De fato, a ideia original era que uma avançada civilização alienígena quebrasse planetas ou planetoides em corpos menores, envolvendo seu sol com uma nuvem de objetos a fim de colher o máximo possível de sua energia. Uma esfera sólida traria insuperáveis problemas, como o desafio de ser precisamente centralizada, a fim de não cair na estrela, ou a fragilidade de sua estrutura.
Buscar por tais projetos de engenharia estelar resolveria o problema de encontrar alienígenas que não fazem questão de se comunicar com a Terra, uma das críticas feitas ao projeto SETI. O resultado de envolver um sol distante com uma Esfera de Dyson seria um incremento na radiação infravermelha, ou calor, emitido por aquele sistema, incompatível com sua luminosidade diminuída artificialmente. Por décadas a tecnologia não pôde realizar a ousada proposta de Dyson, até que em 1983 foi lançado o Satélite Astronômico de Raios Infravermelhos (IRAS).
Nossa civilização ainda é do Tipo 0, mas alguns defendem que em um século poderemos passar para a de Tipo I. Encontrar tais sociedades alienígenas tem sido objeto mais da ficção científica que da astronomia, mas com o desenvolvimento tecnológico novos instrumentos permitem que a busca comece a ser realizada. Já falamos aqui do astrônomo Geoff Marcy, que está procurando civilizações alienígenas nos dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler.
O que Marcy e outros estão buscando enquadra-se em uma civilização Tipo II, capaz de controlar os recursos energéticos de sua estrela. Para tanto, seriam capazes de construir uma gigantesca estrutura ao redor de seu sol, prevista em 1960 pelo astrofísico Freeman Dyson. Ao contrário de muitas concepções elaboradas ao longo dos anos, inclusive na ficção científica, como por exemplo no episódio Relics de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração, Dyson nunca propôs uma esfera rígida e contínua envolvendo um distante sol.
ARQUEOLOGIA INTERESTELAR
O próprio Dyson afirma: "Sequer necessita ser uma esfera. Poderia ser qualquer lugar ou corpo em órbita da estrela, onde os extraterrestres poderiam gerar grandes quantidades de energia". De fato, a ideia original era que uma avançada civilização alienígena quebrasse planetas ou planetoides em corpos menores, envolvendo seu sol com uma nuvem de objetos a fim de colher o máximo possível de sua energia. Uma esfera sólida traria insuperáveis problemas, como o desafio de ser precisamente centralizada, a fim de não cair na estrela, ou a fragilidade de sua estrutura.
Buscar por tais projetos de engenharia estelar resolveria o problema de encontrar alienígenas que não fazem questão de se comunicar com a Terra, uma das críticas feitas ao projeto SETI. O resultado de envolver um sol distante com uma Esfera de Dyson seria um incremento na radiação infravermelha, ou calor, emitido por aquele sistema, incompatível com sua luminosidade diminuída artificialmente. Por décadas a tecnologia não pôde realizar a ousada proposta de Dyson, até que em 1983 foi lançado o Satélite Astronômico de Raios Infravermelhos (IRAS).
crédito: NASA
O IRAS, em 1983, pode ter encontrado sinais de civilizações alienígenas. A pesquisa continua.
Esse
telescópio foi o primeiro capaz de vasculhar todo o céu em busca de
fontes de emissão infravermelha e o responsável pela histórica
descoberta do sistema solar em formação da estrela Vega, a 25 anos-luz
daqui. Foi a primeira prova de que deveriam existir outros sistemas
solares, o que passou a ser confirmado pela descoberta de exoplanetas a
partir de 1995, que recentemente passaram de 1.000 mundos confirmados.
Na época houve uma busca incipiente por Esferas de Dyson, mas ainda
havia problemas com a tecnologia.
A PROCURA POR CIVILIZAÇÕES ALIENÍGENAS AVANÇADAS
Recentemente Richard Carrigan, cientista emérito no Fermilab em Batavia, Illinois, utilizou as informações do IRAS a fim de procurar Esferas de Dyson. A busca nos anos 80 não foi sistemática como a dele, que por fim localizou 16 objetos em um raio de centenas de anos-luz da Terra que poderiam ser essas estruturas. Então ele e seus colegas do SETI utilizaram o Allen Telescope Array para tentar captar sinais de rádio nessas regiões, mas nada encontraram.
Uma Esfera de Dyson funcionaria como um corpo escuro, absorvendo toda a radiação eletromagnética que chegaria até ele e emitindo energia dependendo de sua temperatura. A poeira que permeia o meio interestelar também apareceria da mesma forma no infravermelho, porém seu espectro seria diferente, dependendo de sua composição. Carrigan também procurou por estruturas de Dyson ao redor de galáxias, que denunciariam civilizações Tipo III e seriam mais simples de localizar. É uma busca similar a que está sendo feita por Jason Wright, da Universidade da Pennsylvania, usando o Explorador Infravermelho de Amplo Campo (WISE). A busca ainda não deu resultados, mas eles a estão refinando, também para civilizações Tipo II.
Existem outras formas de a astronomia procurar civilizações extraterrestrres. Já foi comentado que a próxima geração de telescópios poderá determinar a composição de atmosferas em exoplanetas e detectar inclusive compostos artificiais. Uma civilização avançada poderia alterar a composição de sua estrela, a fim de estabilizá-la ou prolongar sua vida. O próprio Dyson propôs que os astrônomos buscassem por longas esteiras de gás ionizado no espaço, que poderiam ser sinais de grandes naves alienígenas utilizando seus propulsores para desacelerar, após viajar a velocidades próximas à da luz. É certo que, no momento em que tais sinais de uma tecnologia alienígena foram descobertos no espaço, será iniciada uma corrida para novas e ainda mais impressionantes observações.
A PROCURA POR CIVILIZAÇÕES ALIENÍGENAS AVANÇADAS
Recentemente Richard Carrigan, cientista emérito no Fermilab em Batavia, Illinois, utilizou as informações do IRAS a fim de procurar Esferas de Dyson. A busca nos anos 80 não foi sistemática como a dele, que por fim localizou 16 objetos em um raio de centenas de anos-luz da Terra que poderiam ser essas estruturas. Então ele e seus colegas do SETI utilizaram o Allen Telescope Array para tentar captar sinais de rádio nessas regiões, mas nada encontraram.
Uma Esfera de Dyson funcionaria como um corpo escuro, absorvendo toda a radiação eletromagnética que chegaria até ele e emitindo energia dependendo de sua temperatura. A poeira que permeia o meio interestelar também apareceria da mesma forma no infravermelho, porém seu espectro seria diferente, dependendo de sua composição. Carrigan também procurou por estruturas de Dyson ao redor de galáxias, que denunciariam civilizações Tipo III e seriam mais simples de localizar. É uma busca similar a que está sendo feita por Jason Wright, da Universidade da Pennsylvania, usando o Explorador Infravermelho de Amplo Campo (WISE). A busca ainda não deu resultados, mas eles a estão refinando, também para civilizações Tipo II.
Existem outras formas de a astronomia procurar civilizações extraterrestrres. Já foi comentado que a próxima geração de telescópios poderá determinar a composição de atmosferas em exoplanetas e detectar inclusive compostos artificiais. Uma civilização avançada poderia alterar a composição de sua estrela, a fim de estabilizá-la ou prolongar sua vida. O próprio Dyson propôs que os astrônomos buscassem por longas esteiras de gás ionizado no espaço, que poderiam ser sinais de grandes naves alienígenas utilizando seus propulsores para desacelerar, após viajar a velocidades próximas à da luz. É certo que, no momento em que tais sinais de uma tecnologia alienígena foram descobertos no espaço, será iniciada uma corrida para novas e ainda mais impressionantes observações.
Viajando para as estrelas com um buraco negro.
Crédito: NASA
Muitas propostas para naves interestelares estão sendo estudadas, algumas que os visitantes alienígenas
Muitas propostas para naves interestelares estão sendo estudadas, algumas que os visitantes alienígenas
Uma das razões para a negação
sistemática quanto à explicação alienígena do Fenômeno
UFO vem das
imensas distâncias interestelares, e os colossais problemas técnicos para cobri-las. Contudo, a
própria ciência
terrestre já investiga sistemas de energia e propulsão que podem nos levar até as estrelas.
E, em contrapartida,
podem estar sendo utilizados pelos alienígenas para chegarem aqui.
UFO vem das
imensas distâncias interestelares, e os colossais problemas técnicos para cobri-las. Contudo, a
própria ciência
terrestre já investiga sistemas de energia e propulsão que podem nos levar até as estrelas.
E, em contrapartida,
podem estar sendo utilizados pelos alienígenas para chegarem aqui.
A própria NASA já está investigando a famosa velocidade de dobra apresentada em
Star Trek, ou Jornada
nas Estrelas no Brasil. Embora a velocidade da luz, de 300.000 km/s, represente o
limite de velocidade no
Universo, não existe nas leis da física nada que impeça que, tal como na nave Enterprise, se proceda a uma
distorção do espaço-tempo contínuo, o tecido de que é feita a realidade. O Sol deforma o
espaço-tempo com sua gravidade, e é isso que mantém os planetas em sua órbita. Da mesma forma a Terra
com relação à Lua. O grande problema é a energia necessária, e os cálculos para tanto ainda são incertos.
É um fato inescapável que as distâncias que separam sistemas solares são tão descomunais que esses
novos meios de propulsão são absolutamente necessários se quisermos colonizar o espaço.
Para exemplificar, se tomarmos a distância entre a Terra e o Sol como 2,5 centímetros, a fim de construir
um modelo em escala, a estrela Próxima Centauri, a mais próxima de nós, estaria então a 6,9 quilômetros de
distância. A nave Voyager 1, que recentemente chegou ao espaço interestelar,
viajando a 520 milhões de km por ano, levaria 80.000 anos para alcançar o sistema vizinho.
TENOLOGIAS PARA NOS LEVAR ÀS ESTRELAS
Uma das novas tecnologias que está sendo estudada agora é utilizar um pequeno buraco negro para
fornecer energia e propulsão a uma nave interestelar. Na natureza buracos negros são o resultado do
fim da vida de estrelas massivas, muito maiores que nosso Sol, regiões do espaço com uma gravidade
tão grande que colapsam sobre si mesmas, criando um corpo do qual nada, nem a luz, consegue escapar.
Em 1955 John Wheeler, um dos pioneiros no estudo deses objetos, propôs que se uma grande
quantidade de energia pudesse ser focalizada em um espaço bem pequeno, o processo criaria um
buraco negro microscópico, que ele batizou de Kugelblitz, ou raio de bola (absolutamente nada a ver
com o relâmpago globular).
crédito: Arquivo
A nave de fusão nuclear Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, comparada a um foguete
Saturno-V
Saturno-V
Esse
objeto pôde ser previsto pelas equações de outro cientista, Karl
Schwarzschild, e portanto esse
buraco negro artificial seria um Schwarzschild Kugelblitz (SK). Anos depois surgiu Stephen Hawking, que
descobriu que os efeitos da mecânica quântica próximo ao horizonte de eventos (a fronteira além da qual a
luz ou outra radiação não podem mais escapar do buraco negro), existiria a emissão de um novo tipo de
radiação, logo chamada de Radiação de Hawking. As equações comprovam que, quanto menor o
buraco negro, mais radiação desse tipo é emitida, e mais sua massa diminui, porém sua duração é mais
limitada até que o objeto se evapora.
DIFICULDADES TÉCNICAS
Então existe a possibilidade de utilizar esse tipo de buraco negro SK como meio de propulsão de uma
nave interestelar. O problema começa quando é verificado que ele precisa ser pequeno o suficiente para
expelir a energia requerida, leve o bastante para ser acelerado, porém grande o suficiente para ter uma
vida útil razoável. Os estudos apontam que tal objeto seria menor que um próton, porém pesaria mais
que dois edifícios do tamanho do Empire State Building de Nova York. Mas forneceria uma energia
equivalente a 129 petawatts, sendo que 1 petawatt representa 10 quadrilhões de watts.
Um meio de recolher a energia desse SK seria por meio de uma construção semelhante à Esfera de Dyson.
Entretanto, a distância do buraco negro e o material de que o coletor é feito são críticos. As teorias
apontam que a energia recolhida poderia alimentar um motor que, ao longo de cinco anos de duração do
buraco negro, levaria a nave a 72 por cento da velocidade da luz. A maioria dos sistemas vizinhos do
Sol se tornaria então acessível, com pouco tempo de viagem. O desenvolvimento tecnológico atual
poderia levar em pouco tempo a um laser de raios gama, porém a potência requerida para produzir um
buraco negro SK ainda está muito além do que conseguimos hoje. Entretanto, uma civilização mais
adiantada poderia construir um veículo assim, e talvez esteja visitando a Terra neste momento.
buraco negro artificial seria um Schwarzschild Kugelblitz (SK). Anos depois surgiu Stephen Hawking, que
descobriu que os efeitos da mecânica quântica próximo ao horizonte de eventos (a fronteira além da qual a
luz ou outra radiação não podem mais escapar do buraco negro), existiria a emissão de um novo tipo de
radiação, logo chamada de Radiação de Hawking. As equações comprovam que, quanto menor o
buraco negro, mais radiação desse tipo é emitida, e mais sua massa diminui, porém sua duração é mais
limitada até que o objeto se evapora.
DIFICULDADES TÉCNICAS
Então existe a possibilidade de utilizar esse tipo de buraco negro SK como meio de propulsão de uma
nave interestelar. O problema começa quando é verificado que ele precisa ser pequeno o suficiente para
expelir a energia requerida, leve o bastante para ser acelerado, porém grande o suficiente para ter uma
vida útil razoável. Os estudos apontam que tal objeto seria menor que um próton, porém pesaria mais
que dois edifícios do tamanho do Empire State Building de Nova York. Mas forneceria uma energia
equivalente a 129 petawatts, sendo que 1 petawatt representa 10 quadrilhões de watts.
Um meio de recolher a energia desse SK seria por meio de uma construção semelhante à Esfera de Dyson.
Entretanto, a distância do buraco negro e o material de que o coletor é feito são críticos. As teorias
apontam que a energia recolhida poderia alimentar um motor que, ao longo de cinco anos de duração do
buraco negro, levaria a nave a 72 por cento da velocidade da luz. A maioria dos sistemas vizinhos do
Sol se tornaria então acessível, com pouco tempo de viagem. O desenvolvimento tecnológico atual
poderia levar em pouco tempo a um laser de raios gama, porém a potência requerida para produzir um
buraco negro SK ainda está muito além do que conseguimos hoje. Entretanto, uma civilização mais
adiantada poderia construir um veículo assim, e talvez esteja visitando a Terra neste momento.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
AMEAÇA DE MORTE APÓS CRIAR LAMPADA QUE NAO NUNCA QUEIMA
Todos conhecem uma história de alguém que inventou e foi “suicidado” ou que sumiu repentinamente, mas a verdade verdadeira é que, a luz da ciência, nunca apareceu alguém para reclamar tal feito. Agora, aliás, agora não; há pelo menos 9 anos de pesquisa, uminventor espanhol diz ter criado uma lâmpada que não queima nunca. Quer saber mais?
Benito Muros diz que, junto a um grupo de engenheiros internacionais, desenvolveu a tecnologia e a fórmula para fabricar uma linha de iluminação aplicada à tecnologia LED que dura toda a vida, isto é, lâmpadas que a um custo de 37 euros (100 reais) e com 25 anos de garantia não queimam nunca.
A lâmpada criada pela OEP Electrics responde à necessidade atual de um compromisso com o meio ambiente. Ao durar tanto tempo, não gera resíduos ao mesmo tempo em que permite uma poupança energética de até 92% e emite até 70% a menos de CO2.
Mas, ao que parece, a indústria de produtos elétricos não está muito contente com a descoberta. Benito Muros diz que está sendo ameaçado devido a seu invento e inclusive afirma ter recebido ofertas milionárias para retirar seu produto do mercado.
Uma das mensagens diz o seguinte: “Senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, reza a denúncia que Muros apresentou à Polícia, que apesar do medo não se covardou.
Para realizar sua pesquisa, Muros viajou até o parque de bombeiros de Livermore (Califórnia), lugar no qual há uma lâmpada quepermanece acesa de forma ininterrupta há mais de 111 anos. Ali contatou com descendentes e conhecidos dos criadores da lâmpada, já que não existia documentação a respeito. Com esta informação conseguiu as bases para começar sua pesquisa, cujo achado supõe um novo conceito de modelo empresarial baseado na não obsolescência programada (nome dado à curta vida de um bem ou produto que é projetado de forma que dure apenas por um período reduzido).
O conceito de obsolescência programada surgiu entre 1920 e 1930 com a intenção de criar um novo modelo de mercado, que visava a fabricação de produtos com curta durabilidade de maneira premeditada obrigando os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real.
Segundo a própria empresa, as lâmpadas e a luta de Benito Muros respondem a um novo conceito empresarial, baseado em desenvolver produtos que não caduquem, como aquelas geladeiras Frigidaire ou máquinas de lavar Westinghouse que duravam a vida toda. Uma filosofia empresarial mais conforme com nossos tempos, graças à comercialização de produtos que não estejam programados para ter uma vida curta, senão que respeitem o meio ambiente e que não gerem resíduos que, por vezes, acabam desembocando em containers de lixo no terceiro mundo.
Ainda que não durem toda uma vida, é necessário ressaltar que algumas marcas conhecidas já anunciam lâmpadas com longa duração, como 17 anos, por exemplo. Golpe de marketing ou realidade?
Veja a lampada nesse video:
Leia a entrevista onde ele fala sobre seu projeto:
Se trata de um movimento que denuncia a Obsolescência Programada. Lutamos para que as coisas durem o que tenham que durar, porém os fabricantes de produtos eletrônicos os programam para que durem um tempo determinado e obrigam os usuários a comprar outros novos. A lei permite! O consumo de nossa sociedade está baseado em produtos com data de validade. Mudar isso suporia mudar nosso modelo de produção e optar por um sistema mais sustentável. Os fabricantes devem ser conscientes de que as crises de endividamento como a que vivemos são inevitáveis e que podemos deter o crime ecológico.
(Repórter: A lavadora de minha mãe durou 35 anos)
E agora aos seis já da problemas. Também, antes havia umas meias de náilon irrompíveis. Deixaram de fabricar, por isso, porque duravam demais. Mas hoje, por exemplo temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore (California). Foi então que surgiu a idéia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida.
(Repórter: Não queima nunca?)
Nunca! Dura mais de cem anos, porém como não veremos, oferecemos uma garantia de 25 anos.
(Repórter: Não se vê isto nos grandes armazéns.)
Não, porque as distribuidoras nos dizem que vivem das que se queimam. Inclusive recebemos ofertas de milhares de dólares para tira-la do mercado.
(Repórter: E quanto custa sua lâmpada?)
Pode ser comprada online por uns 37 euros. Aos fabricantes não lhes interessa.
(Repórter: Um gênio ou um louco?)
Nem um nem outro. Somente buscamos uma sociedade mais justa. Ainda que isto signifique estar ameaçado de morte.
sábado, 27 de julho de 2013
Argentina lança o Facepopular, a “versão indie” do Facebook
Criado na Argentina durante a última semana, você dificilmente não vai
pensar na rede social de Mark Zuckerberg quando ver o Facepopular. Mas
com o intuito de ser livre e não depender de anunciantes, o projeto
argentino possui um foco bem diferente.
Segundo os criadores do site, a silga “face” do nome da rede social
significa “Frente Alternatica Contra o Establishment”. A criação se deu
para que os serviços de sucesso, como o Facebook e o Twitter possuam uma
concorrência sem anúncios.
O Facepopular foi criado pensando no público da América Latina, e opera
100% em espanhol. Lá, estão diversos recursos típicos de redes sociais,
assim como algumas novidades como a opção “Os Indesejáveis da Semana”,
que mostra quem tenta andar contra o conceito de liberdade pregado pelo
site.
Pablo Lenz, criador do Facepopular, disse em entrevista recente que
pretender contar com 100 mil usuários em breve. Atualmente, a inclusão
de novas contas está fechada, abrindo novamente nos próximos dias.
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