sábado, 18 de janeiro de 2014

Qual é a forma do Universo?

Qual é a forma do Universo?

Se você pudesse de alguma forma sair do universo e olhar para ele, com o que seria parecido?

Os cientistas têm lutado com essa questão, fazendo várias medidas diferentes, a fim de determinar a geometria do cosmos e se ele irá ou não chegar a um fim. Como se mede a forma do universo? E o que eles descobriram?

A geometria do cosmos.

De acordo com a teoria da Relatividade Geral de Einstein, o próprio espaço pode ser curvado em massa. Como resultado, a densidade do universo - quantidade de massa que se espalhou pelo seu volume - determina a sua forma, bem como o seu futuro. Os cientistas calcularam a "densidade crítica" do universo como sendo proporcional ao quadrado da constante de Hubble, que é usada para medir a taxa de expansão do universo. A comparação entre a densidade crítica e a densidade real pode ajudar os cientistas a entender melhor o cosmos.

Se a densidade real do universo é menor que a densidade crítica, então não há matéria suficiente para parar a expansão do universo e ele irá expandir-se para sempre. A forma resultante é curva, como a superfície de um selim. Isto é conhecido como um universo aberto. Se a densidade real do universo é maior do que a densidade crítica, então ele contém massa suficiente para eventualmente impedir a sua expansão. Neste caso , o universo é fechado e finito, com uma forma esférica. Nesta perspectiva, assim que o universo deixar de se expandir, vai começar a contrair-se.

As galáxias irão parar e começar a recuar e mover-se cada vez mais perto umas das outras. Eventualmente, o universo vai sofrer o oposto do Big Bang, muitas vezes chamado de "Big Crunch". Isto é conhecido como um universo fechado. No entanto, se o universo contém massa exatamente suficiente para eventualmente parar a expansão, a densidade real do universo será igual à densidade crítica. A taxa de expansão vai desacelerar gradualmente, ao longo de um período de tempo infinito. Em tal caso, o universo é considerada plano e infinito em tamanho.

Até agora, as medições indicam que o universo é plano, o que sugere que ele também é infinito em tamanho. A velocidade da luz limita-nos a visualização do volume do universo visível desde o Big Bang, porque o universo tem aproximadamente 13,81 Bilhões anos de idade, permitindo aos cientistas apenas ver a 13,8 Bilhões de anos-luz da Terra.

Medir o cosmos.

Os cientistas que estudam cosmologia medem a expansão do universo e a sua densidade para determinar a sua forma. Ao estudar galáxias distantes no início do século 20, o astrônomo Edwin Hubble percebeu que todos eles pareciam estar a afastar-se da Via Láctea. Ele anunciou que o universo estava a expandir-se em todas as direções. Desde então, os astrônomos têm contado com medidas de supernova e outros objetos para refinar os cálculos de quão rápido o universo está a expandir-se. Outros instrumentos mediram a radiação de fundo do universo, num esforço para determinar a sua forma. O Wilkinson Microwave Anisotropy Probe da NASA (WMAP) mediu as flutuações de fundo, num esforço para determinar se o universo é aberto ou fechado.

Em 2013, cientistas anunciaram que o universo era conhecido por ser plano, com apenas uma margem de 0,4 por cento de erro.


Civilizações alienígenas avançadas, como procurar?

Astrônomos buscam meios de localizar civilizações extraterrestres e suas avançadas tecnologias


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Em breve os astrônomos podem descobrir sinais de avançadas obras de engenharia estelar de civilizações extraterrestres
SAIBA MAIS
Viajando para as estrelas com um buraco negro Cientistas buscam por viajantes do tempo na internet Telescópios da NASA captam galáxias do princípio do Universo

O astrofísico russo Nikolai Kardashev classificou os tipos de civilizações que poderiam existir no Universo em três. Tipo I seria capaz de utilizar todos os recursos energéticos de seu planeta, bem como controlar seu clima. Tipo II seria capaz de absorver toda a energia de uma estrela, ao passo que uma civilização Tipo III poderia utilizar o potencial energético de toda uma galáxia.

Nossa civilização ainda é do Tipo 0, mas alguns defendem que em um século poderemos passar para a de Tipo I. Encontrar tais sociedades alienígenas tem sido objeto mais da ficção científica que da astronomia, mas com o desenvolvimento tecnológico novos instrumentos permitem que a busca comece a ser realizada. Já falamos aqui do astrônomo Geoff Marcy, que está procurando civilizações alienígenas nos dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler.

O que Marcy e outros estão buscando enquadra-se em uma civilização Tipo II, capaz de controlar os recursos energéticos de sua estrela. Para tanto, seriam capazes de construir uma gigantesca estrutura ao redor de seu sol, prevista em 1960 pelo astrofísico Freeman Dyson. Ao contrário de muitas concepções elaboradas ao longo dos anos, inclusive na ficção científica, como por exemplo no episódio Relics de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração, Dyson nunca propôs uma esfera rígida e contínua envolvendo um distante sol.

ARQUEOLOGIA INTERESTELAR

O próprio Dyson afirma: "Sequer necessita ser uma esfera. Poderia ser qualquer lugar ou corpo em órbita da estrela, onde os extraterrestres poderiam gerar grandes quantidades de energia". De fato, a ideia original era que uma avançada civilização alienígena quebrasse planetas ou planetoides em corpos menores, envolvendo seu sol com uma nuvem de objetos a fim de colher o máximo possível de sua energia. Uma esfera sólida traria insuperáveis problemas, como o desafio de ser precisamente centralizada, a fim de não cair na estrela, ou a fragilidade de sua estrutura.

Buscar por tais projetos de engenharia estelar resolveria o problema de encontrar alienígenas que não fazem questão de se comunicar com a Terra, uma das críticas feitas ao projeto SETI. O resultado de envolver um sol distante com uma Esfera de Dyson seria um incremento na radiação infravermelha, ou calor, emitido por aquele sistema, incompatível com sua luminosidade diminuída artificialmente. Por décadas a tecnologia não pôde realizar a ousada proposta de Dyson, até que em 1983 foi lançado o Satélite Astronômico de Raios Infravermelhos (IRAS).

crédito: NASA
O IRAS, em 1983, pode ter encontrado sinais de civilizações alienígenas; a pesquisa continua
O IRAS, em 1983, pode ter encontrado sinais de civilizações alienígenas. A pesquisa continua.
 Esse telescópio foi o primeiro capaz de vasculhar todo o céu em busca de fontes de emissão infravermelha e o responsável pela histórica descoberta do sistema solar em formação da estrela Vega, a 25 anos-luz daqui. Foi a primeira prova de que deveriam existir outros sistemas solares, o que passou a ser confirmado pela descoberta de exoplanetas a partir de 1995, que recentemente passaram de 1.000 mundos confirmados. Na época houve uma busca incipiente por Esferas de Dyson, mas ainda havia problemas com a tecnologia.

A PROCURA POR CIVILIZAÇÕES ALIENÍGENAS AVANÇADAS

Recentemente Richard Carrigan, cientista emérito no Fermilab em Batavia, Illinois, utilizou as informações do IRAS a fim de procurar Esferas de Dyson. A busca nos anos 80 não foi sistemática como a dele, que por fim localizou 16 objetos em um raio de centenas de anos-luz da Terra que poderiam ser essas estruturas. Então ele e seus colegas do SETI utilizaram o Allen Telescope Array para tentar captar sinais de rádio nessas regiões, mas nada encontraram.

Uma Esfera de Dyson funcionaria como um corpo escuro, absorvendo toda a radiação eletromagnética que chegaria até ele e emitindo energia dependendo de sua temperatura. A poeira que permeia o meio interestelar também apareceria da mesma forma no infravermelho, porém seu espectro seria diferente, dependendo de sua composição. Carrigan também procurou por estruturas de Dyson ao redor de galáxias, que denunciariam civilizações Tipo III e seriam mais simples de localizar. É uma busca similar a que está sendo feita por Jason Wright, da Universidade da Pennsylvania, usando o Explorador Infravermelho de Amplo Campo (WISE). A busca ainda não deu resultados, mas eles a estão refinando, também para civilizações Tipo II.

Existem outras formas de a astronomia procurar civilizações extraterrestrres. Já foi comentado que a próxima geração de telescópios poderá determinar a composição de atmosferas em exoplanetas e detectar inclusive compostos artificiais. Uma civilização avançada poderia alterar a composição de sua estrela, a fim de estabilizá-la ou prolongar sua vida. O próprio Dyson propôs que os astrônomos buscassem por longas esteiras de gás ionizado no espaço, que poderiam ser sinais de grandes naves alienígenas utilizando seus propulsores para desacelerar, após viajar a velocidades próximas à da luz. É certo que, no momento em que tais sinais de uma tecnologia alienígena foram descobertos no espaço, será iniciada uma corrida para novas e ainda mais impressionantes observações.

Viajando para as estrelas com um buraco negro.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AMEAÇA DE MORTE APÓS CRIAR LAMPADA QUE NAO NUNCA QUEIMA


Todos conhecem uma história de alguém que inventou e foi “suicidado” ou que sumiu repentinamente, mas a verdade verdadeira é que, a luz da ciência, nunca apareceu alguém para reclamar tal feito. Agora, aliás, agora não; há pelo menos 9 anos de pesquisa, uminventor espanhol diz ter criado uma lâmpada que não queima nunca. Quer saber mais?
Benito Muros diz que, junto a um grupo de engenheiros internacionais, desenvolveu a tecnologia e a fórmula para fabricar uma linha de iluminação aplicada à tecnologia LED que dura toda a vida, isto é, lâmpadas que a um custo de 37 euros (100 reais) e com 25 anos de garantia não queimam nunca.
A lâmpada criada pela OEP Electrics responde à necessidade atual de um compromisso com o meio ambiente. Ao durar tanto tempo, não gera resíduos ao mesmo tempo em que permite uma poupança energética de até 92% e emite até 70% a menos de CO2.
Mas, ao que parece, a indústria de produtos elétricos não está muito contente com a descoberta. Benito Muros diz que está sendo ameaçado devido a seu invento e inclusive afirma ter recebido ofertas milionárias para retirar seu produto do mercado.
Uma das mensagens diz o seguinte: “Senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, reza a denúncia que Muros apresentou à Polícia, que apesar do medo não se covardou.
AMEAÇA DE MORTE APÓS CRIAR LAMPADA QUE NAO NUNCA QUEIMA- GroboNews
Para realizar sua pesquisa, Muros viajou até o parque de bombeiros de Livermore (Califórnia), lugar no qual há uma lâmpada quepermanece acesa de forma ininterrupta há mais de 111 anos. Ali contatou com descendentes e conhecidos dos criadores da lâmpada, já que não existia documentação a respeito. Com esta informação conseguiu as bases para começar sua pesquisa, cujo achado supõe um novo conceito de modelo empresarial baseado na não obsolescência programada (nome dado à curta vida de um bem ou produto que é projetado de forma que dure apenas por um período reduzido).
O conceito de obsolescência programada surgiu entre 1920 e 1930 com a intenção de criar um novo modelo de mercado, que visava a fabricação de produtos com curta durabilidade de maneira premeditada obrigando os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real.
Segundo a própria empresa, as lâmpadas e a luta de Benito Muros respondem a um novo conceito empresarial, baseado em desenvolver produtos que não caduquem, como aquelas geladeiras Frigidaire ou máquinas de lavar Westinghouse que duravam a vida toda. Uma filosofia empresarial mais conforme com nossos tempos, graças à comercialização de produtos que não estejam programados para ter uma vida curta, senão que respeitem o meio ambiente e que não gerem resíduos que, por vezes, acabam desembocando em containers de lixo no terceiro mundo.
Ainda que não durem toda uma vida, é necessário ressaltar que algumas marcas conhecidas já anunciam lâmpadas com longa duração, como 17 anos, por exemplo. Golpe de marketing ou realidade?

Veja a lampada nesse video:


Leia a entrevista onde ele fala sobre seu projeto:
Se trata de um movimento que denuncia a Obsolescência Programada. Lutamos para que as coisas durem o que tenham que durar, porém os fabricantes de produtos eletrônicos os programam para que durem um tempo determinado e obrigam os usuários a comprar outros novos. A lei permite! O consumo de nossa sociedade está baseado em produtos com data de validade. Mudar isso suporia mudar nosso modelo de produção e optar por um sistema mais sustentável. Os fabricantes devem ser conscientes de que as crises de endividamento como a que vivemos são inevitáveis e que podemos deter o crime ecológico.
(Repórter: A lavadora de minha mãe durou 35 anos)
E agora aos seis já da problemas. Também, antes havia umas meias de náilon irrompíveis. Deixaram de fabricar, por isso, porque duravam demais. Mas hoje, por exemplo temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore (California). Foi então que surgiu a idéia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida.
(Repórter: Não queima nunca?)
Nunca! Dura mais de cem anos, porém como não veremos, oferecemos uma garantia de 25 anos.
(Repórter: Não se vê isto nos grandes armazéns.)
Não, porque as distribuidoras nos dizem que vivem das que se queimam. Inclusive recebemos ofertas de milhares de dólares para tira-la do mercado.
(Repórter: E quanto custa sua lâmpada?)
Pode ser comprada online por uns 37 euros. Aos fabricantes não lhes interessa.
(Repórter: Um gênio ou um louco?)
Nem um nem outro. Somente buscamos uma sociedade mais justa. Ainda que isto signifique estar ameaçado de morte.

sábado, 27 de julho de 2013

Argentina lança o Facepopular, a “versão indie” do Facebook


Criado na Argentina durante a última semana, você dificilmente não vai pensar na rede social de Mark Zuckerberg quando ver o Facepopular. Mas com o intuito de ser livre e não depender de anunciantes, o projeto argentino possui um foco bem diferente.
Segundo os criadores do site, a silga “face” do nome da rede social significa “Frente Alternatica Contra o Establishment”. A criação se deu para que os serviços de sucesso, como o Facebook e o Twitter possuam uma concorrência sem anúncios.
O Facepopular foi criado pensando no público da América Latina, e opera 100% em espanhol. Lá, estão diversos recursos típicos de redes sociais, assim como algumas novidades como a opção “Os Indesejáveis da Semana”, que mostra quem tenta andar contra o conceito de liberdade pregado pelo site.
Pablo Lenz, criador do Facepopular, disse em entrevista recente que pretender contar com 100 mil usuários em breve. Atualmente, a inclusão de novas contas está fechada, abrindo novamente nos próximos dias.