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terça-feira, 4 de março de 2014

Ciência Cabalística da Criação

Por Editor VOPUS   
CIENCIA CABALÍSTICA DE LA CREACIÓN-El inicio del Dia Cosmico
É interessante que a Gnose estabeleça a matéria primordial com a qual se realiza a Criação no próprio seio desse Espaço Abstrato Absoluto. Esta matéria, chamada gnosticamente “PRAKRITI“, tomando uma terminologia hindu, estaria constituída, no início do Dia Cósmico, por três qualidades específicas chamadas "GUNA" A palavra "GUNA" tipifica justamente ou se interpreta como: “qualidade primordial da matéria caótica ou primária”.
Guna Rayas, outra é a Guna Tamas e ao lado de ambas está a Guna Sattva. A Guna Rayásica determina o caráter da AÇÃO DO SER, a Guna Tamásica tipifica o caráter da NÃO AÇÃO DO SER e a Guna Sáttvica indica o EQUILÍBRIO DO SER.
1. Rajas- Accion del Ser; 2.Tamas- No Accion del Ser; 3.Sattva- Equilibrio del Ser
Inquestionavelmente, o SER, para os gnósticos, não é uma teoria filosófica, nem tampouco um conceito. O SER, gnosticamente falando, tem que ser interpretado como a Energia Divina que palpita no interior do Homem, em outras palavras, o PNEUMA ou Espírito Divino de todos os textos gnósticos antigos, e possui atualidade e presença em todos os âmbitos da vida do homem.
Luchar para la union con el proprio Ser
A Gnose contemporânea possui os métodos e disciplinas esotéricas mediante os quais é possível que cada homem e cada mulher conheçam sua verdadeira realidade interior, isto é, seu Real Ser interior, pois este SER, que é a própria Mônada da qual falava Leibniz, e que por causa da doutrina de Pitágoras (essencialmente gnóstica) ficou sendo chamada MÔNADA PITAGÓRICA, tem de emanar sua Alma Humana, na aurora dessa criação primordial ou Dia Cósmico, que terá de descer dos AEONES, ou Dimensões Superiores do Espaço, até o mundo terrestre ou mundo material. E, uma vez aqui, terá de lutar para religar-se com esse Espírito Divino do qual emanou. Este périplo da Alma é o que os gnósticos de hoje em dia chamam Autorrealização Íntima do Ser..
A Teologia Gnóstica assegura firmemente que a alma do homem, a alma dos Anjos, dos Deuses e Deusas do Universo, a estrutura dos mundos, das galáxias, etc, esteve e está formada de matéria cósmica (Prakriti na língua hindu), com suas respectivas características indicadas anteriormente pelas Gunas que acabamos de descrever. Antes do começo do Dia Cósmico, ou Maha-Manvantara, tais Gunas estavam equilibradas por estar em conexão com a vontade do PANTOCRATOR ou Deus criador.
Porém, uma vez iniciada a criação e sequencialmente realizada a aparição do Cosmos naqueles em que a vida teria lugar em suas diferentes manifestações, as Gunas, ou características da matéria caótica, começaram a desequilibrar-se por causa do próprio afastamento da vontade suprema. Por causa disso, foram criadas leis e leis, para reger tais ordens de mundos e tudo aquilo que nos mesmos foi gerado.
Estas Leis vieram a ser, para infortúnio de Pistis Sophia (Alma Humana), influências (positivas e negativas) de diversa índole, e barreiras que ficaram estabelecidas e que surgem, portanto, como espaços a reconquistar e provas a superar por parte de Pistis Sophia em sua trajetória iniciática. Evidentemente, uma vez caída em desgraça, Pistis Sophia, uma vez que se torna prisioneira de todas as Leis, carrega as características de sua própria matéria cósmica totalmente desequilibradas.
1. Rajas- Accion egoica; 2. Tamas- Pasividad egoica
Desse modo, a Guna Rayásica se transforma em ação egoica (em lugar da ação do SER). A Guna Tamásica se converte na não ação do Eu ou Ego animal (isto é, em preguiça e repulsa para a ação do SER). E a Guna Sattvica vai desaparecendo, e com isso vai desaparecendo igualmente o equilíbrio anímico. Esta desordem se converte na causa comum de todos os sofrimentos do homem na terra, e contribui para reforçar toda a confusão psíquica que encarcera e açoita constantemente Pistis Sophia.
E o grande filósofo e professor da Universidade de Sorbonne, Serge Hutin, declara, em seu opúsculo, intitulado OS GNÓSTICOS, coisas como estas:
“Aprisionado, arrojado a um mundo inferior e malévolo, o gnóstico se sente abandonado no deserto e na desolação, vítima de uma imensa e terrível solidão. Aspira desesperadamente a algo além do mundo, a um domínio que concebe como o da verdadeira vida, o da liberdade e da plenitude. Somos, e esta é uma das palavras chaves da Gnose, alheios ao mundo, e o mundo é alheio (étranger) a nós. O gnóstico descobre que por sua Essência originária pertence a um além e à raça (linhagem) dos Elegidos ou Inquebrantáveis, dos seres superiores, hipercósmicos. Se sentir que está fora de sua pátria, exilado no mundo terrenal, é porque experimenta a nostalgia lacerante da pátria original da qual caiu”.
Las inquietudes del alma
Esta autoclausura anímica deixou, segundo a Gnose, a alma dos homens incapacitada para compreender os mistérios divinos e a reduziu a uma marionete controlada, então, por estas criaturas diabólicas (os Eus, o Ego). Foi assim como o homem conheceu a dor e a morte, e sua condição, a partir de então, foi a de escravo das Leis Divinas, que o castiga incessantemente desde eternidades.
Segundo os Evangelhos Gnósticos, antes da queda angélica, Pistis Sophia desfrutava de um esplendor original, e sua morada era o Pleroma, um Aeon no qual a Luz não se consome nunca, jamais. Este Aeon é parte dos elevados Aeones que constituem o Absoluto dos gnósticos.
O filósofo e Dr. Samael Aun Weor, nos descreve brevemente essas regiões ultrassagradas desta maneira:
O Absoluto é nosso lar verdadeiro de onde um dia saímos, e para onde um dia regressaremos vestidos com a túnica de Mestres do Cosmos. Ali viveremos infinitamente felizes, na poderosa sabedoria das trevas superiores (entenda-se este último como a extração que a alma faz do conhecimento que lhe proporciona o pecado, com a correspondente superação do mesmo por meio da purificação).
El viaje hasta el Reino del Padre
Em tais regiões de manifestação divina, diz a Gnose, só existe a única Lei, que não é outra que a do Pai Todo-Poderoso (Pai Eterno Cósmico Comum) e, em consequência, só reina a felicidade suprema que abarca tudo.
Neste Oceano de Luz, sempre segundo a Gnose, a matéria está desprovida de pecados e, por isso, rege a ordem, o equilíbrio total, a paz eterna, etc.
No século passado (século XX), o restaurador da Gnose eterna, o Dr. Samael Aun Weor, criou, em base de suas próprias vivências e investigações, um corpo de doutrina que desvela todos os mistérios concernentes à liberação do material anímico da Humanidade. Este corpo doutrinário abarca, não só uma dialética constituída por mais de setenta obras e umas oitocentas conferências ditadas oralmente aos seus seguidores ou discípulos, senão, além disso, uma didática extraordinária que permite ao ente humano realizar, em si mesmo, a mencionada REVOLUÇÃO INTERIOR.
Extraído do livro “O HOMEM, AS LEIS E O ABSOLUTO” de OSCAR UZCÁTEGUI

Dr. Samael Aun Weor

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