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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Ciência Secreta


Esoterismo
A Ciência Secreta




Oh! Não deixeis apagar a Chama!
Mantida de século em século, nesta  
 escura caverna, neste Templo Sagrado!
 Sustentada por puros ministros do amor!
 Não deixeis apagar esta Divina Chama! "
(O CAIBALION)




Foi aqui que tudo começou. Herdeiros por sucessão de uma outra civilização
muito mais antiga e evoluída, os antigos egípcios eram realmente detentores
das chaves de todos os mistérios universais. As antigas Escolas Inciáticas que
oficiavam nos corredores subterrâneos da Esfinge e nas câmaras secretas da
Grande Pirâmide, transmitiam a uns poucos eleitos e aos merecedores todo um
 imenso conhecimento, velado por um bem elaborado simbolismo, de modo a
ser perpetuado fora do alcance dos profanos e somente compreeensível pelos
verdadeiros  iniciados. Através dos tempos, a Ciência Secreta, que luta pela
liberdade moral e espiritual da humanidade, sempre perseguida pelas trevas
da ignorância, teve igualmente que velar por intermédio dos símbolos a sua
 doutrina e os seus sagrados conhecimentos.



Uma imagem vale certamente mais do que mil palavras.
Os símbolos falam apenas para aqueles que têm o necessário entendimento!
Os deuses egípcios representavam, esotericamente, certas forças universais,
constantemente em ação e movimento. A imagem dos animais eram apenas
o aspecto exotérico, ou exterior, dessa bem elaborada simbologia.



Os próprios hieróglifos tinham um TRIPLO sentido: o esotérico, o exotérico e
o último deles velado, cuja interpretação se perdeu no tempo com a partida
do último dos iniciados !



Mas o simbolismo perpetuou-se através das eras, mediante as
 Lâminas Herméticas do Tarot Egípcio. Nelas, os antigos mestres
velaram através dos símbolos um conhecimento universal inestimável,
destinado à busca esotérica, ou interior, por parte dos iniciados.
Diz a Tradição que, percebendo a decadência moral e espiritual em certa
época da sua civilização, os grandes instrutores deliberaram deixar para
a posteridade uma síntese do seu grande conhecimento. Um deles sugeriu
que fosse transmitido somente aos homens de virtude, mas como a virtude
é por vezes algo passageiro, optaram por cifrar em 78 lâminas de ouro essa
grande sabedoria, somente apta a ser interpretada e desenvolvida e por
aqueles realmente merecedores.
Os símbolos, portanto, tornaram-se a partir daí a linguagem dos iniciados.....



O Baphomet dos Templários
Mágica e panteística figura do absoluto. A cabeça do bode, reunindo
atributos de outros animais, simboliza a expiação dos pecados corporais.
O facho colocado entre os chifres traduz a inteligência, o intelecto que
deve sobrepujar o animal. As mãos, humanas, simbolizam a santidade do trabalho
do Iniciado. Em cima e em baixo, ambas fazem o sinal do Esoterismo, lembrando
o antigo Axioma: O que está em cima é igual ao que está embaixo!
O caduceu, no ventre, simboliza os mistérios da geração e, muito embora
masculina, a figura tem seios femininos lembrando a maternidade e o trabalho.
Na sua fronte, o Pentagrama, simboliza o Microcosmo, a luz da inteligência do
homem como criatura divina.



O Grande Símbolo de Salomão, no qual o ancião e seu reflexo formam
os triângulos entrelaçados, ou a estrela de seis pontas, simbolizando o
macrocosmo e o Microcosmo; o Deus de Luz e o deus dos reflexos; o bem
e o mal; a misericórdia e a vingança. Enfim a dualidade das coisas.  Um
alerta para o Iniciado e também, esotericamente, a magia presente nos espelhos.



O Pentagrama, na Cabala o símbolo do Microcosmo.
Para os ocultistas o mais poderoso de todos os símbolos!
Também conhecido como Tetragramaton,  é largamente utilizado
nas operações de magia. Exprime a dominação dos Espíritos sobre os
elementos, daí a sua utilização em invocações mágicas. Utilizado de
forma invertida, isto é, com a ponta para baixo, pode ser extremamente
perigoso, já que se torna congenial e sintonizado com forças elementais maléficas.



A Sagrada Rosa Cruz Hermética.
Um primor de simbolismo esotérico, ela nos mostra duas cruzes.
A menor, no centro, representa o homem, ou o Microcosmo, sendo o
ponto central de uma Rosa ainda maior no coração da principal, que por
sua vez simboliza o Macrocosmo. Símbolos alquímicos representando
o mercúrio, o enxofre e o sal, se alternam nas suas pontas, segundo a
Tradição Esotérica. Os Pentagramas simbolizam a vitória da quintessência
sobre os elementos. Os Triângulos traduzem os elementos alquímicos: ar,
 água,  terra e  fogo. O Hexagrama, ou estrela de seis pontas, colocado ao
centro, também é um símbolo do Macrocosmo, estando inscritos nas suas
pontas os seis planetas da Tradição Astrológica. As pétalas da Rosa maior
são 22, representando as letras do alfabeto cabalístico hebraico.  E as outras
 pétalas, internas, representam por sua vez os doze signos do zodíaco; os sete
planetas astrológicos, e as letras-mãe de  três elementos: ar, fogo e água.
Enfim, dentre outros tantos simbolismos herméticos nela contidos, lembra ao
homem que Deus, O Altíssimo, colocou no coração de cada criatura humana a
semente de uma Rosa  Espiritual que, à semelhança da flor que se nutre com
os raios vivificantes do sol,  também deverá ser nutrida pela Divina Luz e pelo
solo abençoado do verdadeiro conhecimento para, enfim, plenamente desabrochar.



Diagrama de um Templo Iniciático autêntico.
Possui o simbolismo dos quatro pontos cardeais e dos quatro esteios do céu;
a Terra e o Espaço. Representa igualmente o Microcosmo e o Macrocosmo,
 o menor e o Maior. Também traduz a a cruz do corpo com o coração da alma,
a Rosa Mística, simbolizada em um altar, postado ao centro.
É um lugar sagrado, de trabalho e adoração, onde, de fato, fluem e circulam
energias altamente poderosas!

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