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domingo, 11 de setembro de 2011

Lição 8 curso da expanssão da consciencia

“O HOMEM MEDÍOCRE CRITICA OS OUTROS HOMENS;
O HOMEM SUPERIOR CRITICA A SI MESMO (Samael Aun Weor)
 
Se quiser verdadeiramente triunfar na vida, como todos queremos, necessitará observar os seguintes aspectos: em primeiro lugar deve começar a ser sincero contigo mesmo, reconhecendo os próprios erros. Quando reconhecemos nossos próprios erros, estamos no caminho de corrigi-los. Todo aquele que corrige seus erros triunfa inevitavelmente.

O homem de negócios que diariamente culpa os outros pelos seus próprios fracassos e jamais reconhece seus erros, não poderá triunfar. Recorde que os grandes criminosos consideram-se santos. Se visitarmos uma penitenciária comprovamos que nenhum ladrão ou criminoso considera-se culpado. Quase todos dizem que são inocentes. Não caias no mesmo erro; tenha o valor de reconhecer os próprios erros e assim também evitarás futuras conseqüências negativas. Quem reconhece os próprios erros pode tornar-se feliz, por que pode corrigi-los, harmonizar-se e triunfar na vida. Não critiques. Quem critica aos demais é um débil, enquanto quem critica a si mesmo chega a aperfeiçoar-se. A crítica aos outros é inútil porque fere o orgulho alheio e provoca resistência da vítima, que busca sempre justificar-se a si mesma. A crítica provoca uma reação inevitável contra seu próprio autor. Se quiser verdadeiramente triunfar, não critique a ninguém. Pratique, em câmbio, a autocrítica. A pessoa que sabe viver sem criticar não provoca resistência ou reações da parte dos outros e conseqüentemente cria um ambiente de progresso. Por outro lado, o que critica arruma muitos inimigos. Recordemos que os seres humanos estamos cheios de orgulho, vaidade, etc., inerentes, que produz reações (ressentimento, ódio, etc.) dirigidas a quem critica. Aquele que quer corrigir aos outros é melhor que comece a corrigir a si mesmo. Se não puder mudar o mundo...modifique a si mesmo. É bem melhor e menos perigoso, já que da mesma maneira em que viajam as ondas de rádio através do espaço e são captadas pelos receptores a grandes distâncias, assim também viajam as ondas do pensamento, as quais repercutem na pessoa a quem são destinadas, tanto as negativas como as positivas. Esta pessoa inconscientemente recebe essas vibrações e responde da mesma forma lançando ao causante seus pensamentos de amizade ou de oposição. Assim entendemos porque há pessoas que fazem amizade facilmente, em qualquer lugar, pois seus pensamentos são positivos com relação aos demais, assim como suas palavras e ações.

O mundo está repleto de seres neurastênicos. O tipo neurastênico é crítico, irritável, intolerável. São muitas as causas da neurastenia: a impaciência, a cólera, o egoísmo, a soberba, o orgulho, etc. Entre o Espírito e o corpo existe um mediador: o sistema nervoso. Cuide de teu sistema nervoso. Quando estiver irritado por algo que lhe desgoste, é melhor fugir disso. Trabalhe intensamente, porém sem abusar. Recorde que o trabalho excessivo produz fadiga. Se não ligar para a fadiga e continuar com o trabalho excessivo, então a fadiga é substituída pela excitação. Quando esta se torna morbosa, converte-se em neurastenia. É necessário alterar o trabalho com o descanso agradável; assim evitamos o perigo de cair na neurastenia. Todo patrão que quiser triunfar deve cuidar do perigo da neurastenia. O patrão neurastênico critica tudo e torna-se insuportável, convertendo-se em verdadeiro verdugo dos trabalhadores. Os obreiros que têm que trabalhar sob as ordens de um patrão neurastênico e crítico, termina odiando o trabalho e o patrão. Nenhum trabalhador descontente trabalha com gosto. Muitas empresas fracassam porque os obreiros estão descontentes e em conseqüência não trabalham eficientemente. O trabalhador neurastênico torna-se rebelde e acaba sendo despedido. Todo trabalhador neurastênico aproveita todas as ocasiões para criticar o patrão. Todo patrão tem orgulho e vaidade e é claro que sente-se ofendido quando seus empregados o criticam. O trabalhador que vive criticando o patrão acaba perdendo o emprego. Divirta-se sadiamente. Não faças críticas. Procure ver em todos os seres humanos o lado bom que possuem. Quando se referir a alguém, que seja somente para exaltar suas qualidades.

COMO RESOLVER PROBLEMAS – Vamos aprender a resolver problemas, tanto econômico, sociais, morais, religiosos, familiares, etc.; vamos aprender a resolve-los inteligentemente. O mais importante para a solução de qualquer problema é NÃO IDENTIFICAR-SE com o mesmo. Temos certa tendência de identificar-nos com o problema, que nos convertemos no problema. O resultado de semelhante identificação é que fracassamos na solução, porque um problema não pode jamais resolver outro problema. Necessitamos pensar de modo completamente novo acerca do problema que queremos resolver. Atualmente temos muitíssimos problemas e infelizmente não temos paz. Isto é um verdadeiro quebra-cabeças porque sem paz não podemos encontrar soluções. Necessitamos investigar qual o principal fator que acaba com a paz dentro e fora de nós mesmos. Necessitamos descobrir qual a causa do conflito. Chegou a hora de compreender a fundo, em todos os níveis da mente, as mais infinitas contradições que temos dentro porque esse é o principal fator de discórdia e conflito. Compreendida a fundo a causa de uma enfermidade, curamos o enfermo. Compreendida a fundo a causa do conflito, acabamos com o mesmo.

Se nos analisamos judiciosamente descobrimos que dentro de nós mesmos existe um estado constante de afirmação e negação. O que queremos ser e o que somos realmente. Se somos pobres, queremos ser milionários. Se conseguimos ser milionários, já não estamos contentes e queremos ser multimilionários. Somos soldados e queremos ser generais. Se somos generais queremos ser algo mais; somos solteiros e queremos ser casados; nos casamos e queremos voltar a ser solteiros.... O estado de contradição engendra conflito, dor, miséria moral, atos absurdos, violências, murmurações, calúnias, etc. O estado de contradição jamais na vida pode trazer paz. É necessário resolver os problemas inteligentemente e para tanto é urgente que tenhamos paz constantemente. Cada problema implica em milhares de contradições e este estado impede sua solução. Farei isso ou aquilo? Como? etc.

Necessitamos resolver primeiro as CAUSAS DAS CONTRADIÇÕES para acabar com o conflito. A raiz destas contradições estão dentro de nós mesmos: existe conflito mental entre o que somos e o que queremos ser; entre o que é um problema e o que nós queremos que o seja. Quando apresenta-se-nos um problema, nossa primeira reação é pensar nele, resisti-lo, negá-lo, aceitá-lo, explicá-lo, etc. É necessário compreender que com a angústia, a contradição e a preocupação, não se pode ter solução alguma. A melhor forma de reagir é o silêncio. Referimo-nos ao silêncio da mente. Este silêncio surge não pensando no problema, quando compreendemos que o conflito e suas contradições nada resolve. Este silêncio não é um dom especial de ninguém, nem uma capacidade especial de certas pessoas. É algo que se pode e deve educar, para o qual existem disciplinas facilmente aplicáveis, que foram estudadas e aplicadas no oriente e que muitas escolas adaptaram para os estudantes ocidentais, com bons resultados. O silêncio da mente surge quando compreendemos que nenhum problema se resolve resistindo-o, aceitando-o, negando-o, afirmando-o ou explicando-o. O silêncio mental nasce da ação inteligente; da ação intuitiva, que resolverá o problema por mais difícil que pareça; esta ação inteligente não é resultado de nenhuma reação. Quando percebemos a ocorrência do problema, é quando nos damos conta do fato real, sem afirmá-lo, negá-lo, nem explicá-lo. Quando não aceitamos o fato nem rechaçamos, então surge o silêncio da mente. No SILÊNCIO FLORESCE A INTUIÇÃO. Do silêncio brota a ação inteligente que resolve totalmente o problema. IMAGINAÇÃO, INSPIRAÇÃO e INTUIÇÃO são os três caminhos obrigatórios da Iniciação. Chega-se a essas alturas inefáveis mediante a meditação, a concentração e o êxtase, conhecido no Oriente como Shamadhi.

A sabedoria oriental pratica-se na seguinte ordem:

1º. ASANA (postura do corpo, conforme já ensinamos),
2º. PRATYARA (não pensar em nada),
3º. DARANA (concentração em uma só coisa),
4º. DYANA (meditação profunda),
5º. SHAMADHI (êxtase).

É necessário colocar o corpo na posição mais cômoda (Asana), é indispensável colocar a mente em branco antes da concentração (Pratyara), é urgente saber fixar a mente em uma só coisa (Darana), assim chegamos a reflexionar profundamente sobre o conteúdo dessa mesma coisa (Dyana), por este caminho chegamos ao êxtase (Shamadhi). Toda esta disciplina esotérica da mente deve absorver completamente nossa vida.

Na presença de qualquer pessoa, já quando tenhamos obtido êxito nesta disciplina, surgirão em nosso interior muitas imagens que correspondem à vida interna da pessoa com a qual nos pusemos em contato; isto se chama clarividência. Mais tarde, estas imagens produzem em nós distintos sentimentos de inspiração e então o discípulo chegou ao conhecimento inspirado. Finalmente, o discípulo em presença de qualquer pessoa, conhece a vida do interlocutor; isto se chama CONHECIMENTO INTUITIVO. Aqueles que quiserem ingressar na sabedoria do fogo, têm que controlar o processo do raciocínio e cultivar as faculdades ardentes da mente. Da razão somente devemos extrair seu fruto de ouro: a COMPREENSÃO. A compreensão e a imaginação construtivas, devem substituir à razão. A imaginação e a compreensão são as bases das faculdades superiores da mente. O conflito mental é destrutivo e ruinosos. O conflito mental é o resultado dos desejos opostos; queremos e não queremos, desejamos isto e aquilo. Estamos em contradição constante e isto de fato é conflito. A contradição constante que existe dentro de nós, se deve à luta dos desejos opostos. Não desejamos que nos interprete em forma diferente da que tratamos de explicar. Uma coisa é a inspiração constante de superação individual, a necessidade de cada um melhorar, de capacitar-se continuamente a fim de progredir material e espiritualmente, guardando perfeito equilíbrio em ambos os aspectos. Outra coisa distinta, negativa, constitui a constante contradição interna – o indivíduo permanentemente insatisfeito, não porque tenha um auto conceito da própria superação, pois não realiza esforços para lográ-lo, senão simplesmente pelo defeito inconsciente de estarmos sempre nos contradizendo. Todos nós temos tal defeito em menor ou maior grau, embora consideramo-nos isentos disso.

A vida é uma sucessão absurda de desejos fugazes e vãs. Quando compreendemos profundamente que todos os desejos da vida são fugazes e vãs, porque imediatamente são substituídos por uma cadeia interminável de outros desejos, em muitas ocasiões contraditórias, então nasce uma profunda compreensão, a paz verdadeira da mente; desaparece a contradição e o conflito. Somente a mente que está em paz pode resolver os problemas. A PAZ ESTÁ NO SILÊNCIO DA MENTE. A contradição surge da teimosia; quando a mente se aferra a um só desejo, quando quer a todo custo, a qualquer preço, que se realize um desejo, é lógico que tem que haver conflito. Se observarmos cuidadosamente a duas pessoas que estão discutindo um problema, podemos verificar que cada pessoa se aferra a um desejo e que cada um quer ver satisfeito o seu desejo e isto, como é natural, dá origem a um conflito.

Em certa ocasião, durante a passagem por uma ponte, um caminhão de elevada carroceria havia-se enroscado nos suportes superiores da ponte, sendo os primeiros esforços para desengancha-lo não somente inúteis senão também prejudiciais à estrutura da carroceria do caminhão. A paralisação do trânsito, a impaciência, a ira e o contínuo barulho das buzinas são aspectos que estão sempre unidos nessas ocasiões. Os proprietários de dezenas de veículos, ao não ver satisfeito seu desejo de continuar a marcha e ser interrompido de maneira tão inoportuna, em vez de analisar sua situação interna e através da compreensão, chegar a obter a paz, no meio do problema dão rédeas soltas a seus impulsos de protesto, embora sabendo que com sua impaciência e suas buzinas não resolveriam a situação. Por outra parte, o desesperado motorista do caminhão, tão pouco sabia que era necessário chegar à paz interna para encontrar saída para a situação, entregava-se à desesperação. Com a presença do encarregado do trânsito, o policial concluiu que o mais viável era tirar a parte superior da carroceria do caminhão, para que este pudesse passar pela ponte. O motorista indignado achou que era preferível cortar os suportes superiores da ponte. Cada um aferrou-se à sua opinião particular tenazmente, chegando à discussão acalorada, à qual já participavam os demais motoristas e curiosos. Todos estavam tão identificados com o problema que haviam-se convertidos no próprio problema, divididos a favor do policial ou do motorista. Este dizia que não ia permitir a destruição de seu veículo, enquanto o policial alegava que era inadmissível a deformação da ponte. Quando tudo indicava que o problema não ia conseguir solução satisfatória, uma criança que havia permanecido em atitude serena, perguntou: Porque não tiram um pouco de ar dos pneus? Todos ficaram estupefatos olhando o intrometido e depois, mirando-se uns aos outros aceitaram que era a única solução praticável.

O menino do relato, na quietude de sua mente, na paz que tem desde seu nascimento e que todavia não havia sido destruída – pois não havia nascido ainda nele o contínuo batalhar das antíteses – pode, sem formar parte do problema, encontrar facilmente a solução correta. O menino, sem estar prejudicado pelo processo do raciocínio, complementado pela ira, a impaciência e a teimosia, tem mais acesso à voz interior da intuição. Se educássemos as crianças de acordo com um ensinamento filosófico adaptado à sua capacidade infantil, é claro que teria um desenvolvimento superior durante toda sua vida e em cada um dos aspectos da mesma. A humanidade adulta perdeu a paz interna que possuía quando era criança. “Deveis volver a ser como crianças...”. Porém, como conquistar a infância perdida num mundo cheio de lobos sempre prontos a devorar os incautos? Não se trata de incautos. Quem conhece a si mesmo, CONHECE AOS DEMAIS, pois tem a sabedoria do Mestre e não se deixará devorar.

Quando falamos de paz interna através da conquista da compreensão criadora e da quietude mental, não falamos de santarrões, nem de poses piedosas. O Gnóstico é um cidadão comum e corrente, que sem fugir dos demais e dos problemas, e sem sentir-se superior (pois isso é debilidade) vai aprendendo a resolver cada situação, de forma superior. Necessitamos estudar a mente, a fundo, a fim de conhecer isso que se chama AMOR. A mente é pior inimigo do amor. Nos países supercivilizados, o amor já não existe porque a mente das pessoas somente são usadas para contas do banco, fábricas, gasolina e celulóide. Existem muitas prisões para a mente e a mente está bem engarrafada, nos ciúmes, nos ódios, nos milhões, na posição social, no pessimismo, no  apego a determinada pessoa ou dogma, no apego a seus próprios sofrimentos, problemas de família, etc. As pessoas gostam de engarrafar a mente. Raros são aqueles que se resolvem de verdade a libertar a mente.


 Necessitamos libertar a mente, porém as pessoas gostam de escravisá-la. Devemos montar no burro da mente, a fim de entrarmos na Jerusalém Celestial, como fez Jesus.

A esfera do pensamento não está jamais encerrada dentro do limitado círculo do crânio, pois se assim fosse a pessoa nada poderia perceber, seria um completo idiota vivendo nas trevas mais profundas, não vendo o sol, a terra, a luz, as coisas e nada do que tem existência existiria na mente do homem. Isto se explica pelo fato de não podermos entender as coisas que já não existam em nossa própria mentalidade. Manoel Kant disse: “O exterior é o interior”. Todo o universo existe na Mente Cósmica.


Desgraçadamente e para nosso mal, a mente que possuímos é um infernal campo de batalha, onde se realizam as mais fantásticas lutas dos opostos, comparações antitéticas, um desordenado estado de pensamento mal usado.
ORIGENS DA MENTE UNIVERSAL
Existe a Grande Realidade Divina surgida de seu próprio seio, na Aurora deste Universo Solar, no qual vivemos, nos movemos e temos nosso Ser. A Grande Realidade ao contemplar-se no espelho vivente da Grande Imaginação da Natureza, chega então a conhecer-se a si mesma. Deste modo cria-se uma atividade mental, vibratória, por meio da qual a Grande Realidade Divina conhece suas imagens infinitas que brilham maravilhosas no cenário cósmico. Esta atividade é chamada de MENTE UNIVERSAL.

Todos os seres vivos estamos submergidos no oceano infinito da MENTE UNIVERSAL. Assim, todos vivemos dentro de todos. Nada pode separar-se mentalmente. “A heresia da separatividade é a pior das heresias”, disse um Mestre.

A atividade intelectual da Mente Universal emana de uma força centrípeta, e como a toda ação corresponde uma reação, a força centrípeta ao encontrar no centro uma resistência, reage e cria uma atividade centrífuga chamada ALMA CÓSMICA. Esta Alma Cósmica Vibratória, resulta ser um mediador entre o centro e a periferia, entre o ESPÍRITO UNIVERSAL DE VIDA  e a MATÉRIA, entre a Grande Realidade e suas imagens viventes.

Um Grande Mestre disse: “A Alma é  produto da ação centrífuga da atividade universal impelida pela ação centrípeta da imaginação universal”.

Quando conhecemos a técnica da meditação interna, quando dirigimos o poder mental ao interior de nosso próprio divino centro, a resistência que encontramos internamente causará sua reação e quanto mais vigorosa seja a força centrípeta que apliquemos, mais vigorosa será também a força centrífuga que se forma.

CENTRÍFUGA: Força que sai do centro para a periferia.
CENTRÍPETA: Força periférica atraída para o centro.
RACIOCÍNIO E COMPREENSÃO 
Nossos discípulos devem cambiar o processo de raciocinar pela beleza da compreensão. O processo de raciocinar divorcia a mente do REAL SER.

A razão divide a mente entre o batalhar das antíteses. Os conceitos antitéticos convertem a mente num campo de batalha. A luta antitética de conceitos fraciona o entendimento, convertendo-o num instrumento inútil. Uma mente fracionada não pode servir de instrumento ao REAL SER.

Quando a mente não pode servir de instrumento ao Íntimo ou REAL SER, converte o homem num ser cego e torpe, escravo das percepções sensoriais do mundo exterior.

“A mente que é escrava dos sentidos torna a Alma inválida como o bote que o vento leva sobre as águas”, disse o V. M. Samael Aun Weor.

O raciocinador é totalmente escravo dos sentidos externos e por falta de um ponto ou de uma vírgula, perde o sentido da oração. O intuitivo sabe ler onde o Mestre não escreve e escuta onde o Mestre não fala.

Temos ouvido a palavra meditar, porém não se conhece a chave para fazermos a meditação e enquanto a humanidade não conhecer a chave, pode-se continuar escrevendo milhares de livros sobre meditação sem jamais haver-se logrado conhecer a realidade. MEDITAR é NÃO PENSAR.
PRÁTICA DE MEDITAÇÃO
Depois de colocar-te em tua ASANA preferida (posição cômoda) e de fazer os preparativos prévios a todas as práticas (respiração profunda, respiração curta, tal como já ensinamos, e de assegurar-te que estás num estado de sonolência), entrarás em Meditação.

Para que chegues a esse estado importantíssimo de NÃO PENSAMENTO, dedicar-te-á a observar primeiramente o batalhar de teus pensamentos, sem deter-se especificamente em nenhum deles, qual espectador diante de uma tela. Estudarás assim a raiz de cada pensamento, sua origem, motivo, o que causou este pensamento, esta recordação, emoção, inquietação, etc. Depois deixará que cada pensamento se vá, simplesmente, sem imposições, sem esforços, como uma ave que voa de passagem. Se um pensamento persiste e não te deixa tranqüilo, busca seu oposto, sua contraparte; por exemplo, se nesse momento pensas em determinada pessoa, como estás em meditação e nenhum pensamento deve manter-se na mente durante a prática, embora tal pensamento não tenha nada de prejudicial na vida diária, porém neste momento te estorva para tua prática, e não consegue afastá-lo, pensa imediatamente em outra pessoa que seja seu oposto: em sexo, se é atrativa pensa em outra que careça desses atributos físicos, se é branca lembre de uma morena, etc., assim, ambos pensamentos se anulam e podes continuar tua prática com os demais pensamentos que cheguem à mente. Quando for obtendo progresso, quando tua mente for ficando tranqüila, sem pensamentos, como um lago sereno, sem ondas, então perceberás intuitivamente a mensagem do Íntimo, do Real Ser, dos Mestres. Receberás ensinamentos que serão somente para ti, e portanto deves guardar SILÊNCIO. A ninguém deverás contar tuas experiências, saídas conscientes  em Astral, etc. Desta maneira vai-se desenvolvendo o grande poder da Intuição.
Paz Inverencial
O Instrutor

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