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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Lição 6 curso de expanssão da consciencia

O objetivo do ensinamento que está recebendo é proporcionar-lhe PRÁTICAS para que consiga conhecer-se a si mesmo, para despertar a consciência, a integração total de cada uma das partes de teu Ser, a Auto-realização.


Esta lição é uma introdução à apreciação de uma nova forma de conceber as coisas existentes entre o mundo e o homem, para melhor compreensão do gênero humano, em cujo seio deverá germinar e desenvolver o verdadeiro Homem.

O ser humano está provido de corpos lunares, alma e espírito, com os quais desenvolve sua vida física, afetiva e intelectiva, com seus diferentes graus de consciência do Ser. Vive neste planeta, de diferentes formas, procurando continuamente sua sobrevivência, num círculo vicioso, perpétuo, que petrifica o homem ao longo dos séculos, sujeitando-o a uma escravidão da materialidade do planeta, indefinidamente. Tal condição tem sido valentemente transcendida por apenas alguns seres, de firme determinação, e que são atualmente os GUIAS conscientes da humanidade. Centenas de séculos de vida humana na qual o conhecimento verdadeiro tem sido desperdiçado e muitas vezes adulterado por estruturas da criação humana, defeituosas e imperfeitas. A Doutrina da Síntese (Gnose) propõe aos seres humanos uma só coisa: A consciência semente donde nascerão como flores verdadeiras da alma todas as virtudes e poderes agora adormecidos profundamente no interior do ser humano. Cada pessoa, nesta humanidade, projeta sua vida num pequeno círculo iluminado, às vezes, por sua pouca consciência, o que nos enseja analisar o homem sob dois pontos de vista – partes palpitantes de si: Seu Saber e seu Ser. O progresso do ser humano efetua-se através destas duas paralelas, as quais devem apoiar-se mutuamente, a fim de que o desenvolvimento seja completo, interna e externamente.

Facilmente podemos dar-nos conta do saber das pessoas, diferenciando-as umas das outras, em diversos níveis, numas mais elevado, noutras menos.

No entanto, com relação ao Ser não se aplica a mesma compreensão e até desconhecemos na maior parte dos casos, o conteúdo desse Ser; somente conseguimos percebê-lo com o que denominamos “existência”, em oposição à “não existência”. Devemos levar em conta que o Ser situa-se em diferentes níveis. Por exemplo, o ser de uma pedra e o de um animal são diferentes, assim como o de uma planta e o de um ser humano também são diferentes no tocante aos níveis, porém, entre dois seres humanos pode haver mais diferença do que entre um animal e um mineral. Isto é o que devemos compreender a fundo e que na maior parte dos casos não captamos.

É necessário compreender que o Saber depende do Ser. Na estrutura do conhecimento ocidental admite-se o Saber como a riqueza intelectual de um eminente erudito. Damos valor ao Saber, porém não damos ao Ser e tão pouco nos envergonhamos do nível inferior de nosso próprio Ser. Nem sequer compreendemos o que isso significa. Não compreendemos que o grau de Saber é função do grau de nosso Ser. Quando o Saber ultrapassa demasiadamente ao Ser, nos tornamos teóricos e em lugar de ajudar a nós mesmos e aos demais, complicamos tudo; já não aportamos senão novas dificuldades e problemas que antes não existiam. A explicação para isso é que o Saber não está em harmonia com o Ser, encontrando-se num nível inferior. Carece de suficiente qualidade para resolver as necessidades da humanidade. É o saber de uma coisa unido à ignorância de outra; o saber de alguns aspectos materiais e o total desconhecimento do restante, inclusive do que está além da matéria. Isto é precisamente o que sucedeu na cultura ocidental;  enquanto que no oriente o Ser tem mais importância, o que é igualmente um desequilíbrio, que trouxe como conseqüência lógica o estancamento. O homem moderno apresenta características de preponderância do Saber, cujo resultado é a ausência de unidade em si mesmo e se atribui uma consciência lúcida, livre, e vive acreditando que tem a capacidade de fazer; geralmente vive um sonho. O homem moderno e a mulher moderna, nascem no sonho, vivem no sonho e morrem no sonho. Que pode saber uma pessoa que dorme? Querido discípulo, a base de tua investigação é a compreensão deste aspecto. O sonho é nosso defeito principal. Com as práticas que estamos ministrando, deverá evidenciar este critério. Se um homem quer verdadeiramente saber deve refletir na melhor maneira de despertar, ou seja, de cambiar seu ser.

Em nós, o ser exterior tem muitos lados diferentes: atividade ou passividade; veracidade ou má fé; sinceridade ou falsidade; coragem ou covardia; controle de si mesmo ou libertinagem; irritabilidade, egoísmo, disposição ao sacrifício, orgulho, vaidade, presunção, assiduidade, preguiça, sentido moral, depravação; todos estes defeitos e qualidades compõem o ser de um homem. Todo este processo manifesta-se no homem-máquina, sempre de uma mesma forma, como um círculo vicioso, de repetição constante, em cada dia, cada hora e talvez em cada minuto de sua vida. Uma máquina nunca poderá fazer algo que está fora da função de seu mecanismo e enquanto não deixar de ser máquina jamais poderá fazer outra coisa. Na maior parte dos casos, a qualidade do ser humano atual é muito inferior; às vezes tão inferior que já não há mais possibilidade de mudança. Pode se considerar afortunado aquele cujo ser tenha possibilidade de mudança. A grande maioria são definitivamente máquinas rotas com as quais nada mais se pode fazer.

Estudando a humanidade em suas distintas etapas, encontramos, a miúdo, que sua destruição sempre deveu-se ao desequilíbrio entre o saber e o ser, sendo esta a principal causa do desaparecimento dos povos. A compreensão é uma arma para desenvolver e fundamentar o conhecimento; não nos referimos àquela compreensão acionada simplesmente pelo saber de uma pessoa, ou seja, teorias, hipóteses e idéias que possui na sua cabeça, senão a representação exata da conjunção de seu saber e seu ser. Não é somente o cérebro o que capta um determinado conhecimento, senão todo seu corpo e ademais, deve senti-lo, somente assim poderá saber fazer; não simplesmente saber. As pessoas atribuem-se constantemente coisas que não são parte delas; por exemplo, todos acreditam que sabem fazer e compreender tudo. Geralmente, quando nos damos conta que não compreendemos uma coisa, buscamos-lhe um nome e quando o encontramos, dizemos que compreendemos essa coisa. Desafortunadamente nos satisfazemos com nomes e diz-se que uma pessoa é sábia quando conhece um grande número de nomes ou uma grande quantidade de palavras.

Nossa linguagem é muito subjetiva, embora falemos as mesmas palavras, geralmente dizemos coisas diferentes. Cada um de nós temos nossa própria linguagem e raramente compreendemos profundamente o que outra pessoa quer expressar. Imaginamos compreender determinado autor de algum livro e talvez estejamos longe da realidade que ele quis expressar. Na verdade, ninguém entende ninguém profundamente. Duas pessoas podem utilizar os mesmos termos e imaginar que estão de acordo, quando na realidade cada um tem um conceito diferente das palavras que pronuncia e portanto diz algo diferente, sem fazer-se compreender profundamente e até o contrário, pode utilizar palavras diferentes para significar a mesma coisa e discutir interminavelmente sem entender que a idéia que ambos sustém é exatamente a mesma. Essa falta de unidade, de domínio do próprio critério, da falta absoluta de compreensão, é o que faz do homem uma máquina, vivendo num sonho profundo, pensando sempre que é ele quem faz as coisas, que possui personalidade e integridade, não se dando conta de suas contínuas contradições e nem quer aceitá-las, justificando-se a cada instante e dificilmente tem novas idéias, utilizando um mesmo comportamento, uma mesma forma de trabalhar e de emitir suas idéias e sentimentos, e não pode fazê-lo de outra maneira, não pode nem poderá nunca enquanto não deixar de ser uma máquina e aceitar sua falta de unidade. Se, por exemplo, dissermos a palavra “homem” cada qual terá seu próprio significado. Involuntariamente enfocaremos o significado do ponto de vista particular por uma ou outra razão: podemos vê-lo do ponto de vista sexual, como o masculino; outra pessoa devota pensará em Cristão e não Cristão; um médico pensará no conceito de sadio ou enfermo; um moralista pensará inconscientemente em bom ou mal, e assim por diante. Estas realidades que estamos transmitindo devem servir de base em tua vida diária e quando em alguma oportunidade numa reunião submeteres à discussão algum critério ou palavra, darás conta da pouca projeção de consciência que temos e que o conceito que emitimos sempre estará ligado a nosso pequeno círculo de vida, encerrado a uma forma de idéias e pensamentos. A uma só maneira de sentir as coisas. É precisamente isto que temos que corrigir, ampliando a consciência, não marginalizando-nos por nossa própria ignorância, porém desenvolvendo a investigação, que é a única maneira de sairmos desse sonho.

Definitivamente necessita-se fazer um estudo bem encaminhado com uma linguagem exata, que expresse com fidelidade aquilo que se quer dizer, que determine bem o centro de gravidade de cada conceito. Cada ramo da ciência esforça-se constantemente para lograr uma expressão exata para sua compreensão, porém cada ramificação encarna novos termos, novas complicações para o entendimento humano, mas estas novas nomenclaturas não faz mais que confundir a incompreensão mútua, que em lugar de diminuir vai aumentando cada vez mais e no fim cada vez compreendemos menos. Necessitamos de uma linguagem exata a fim de lograrmos uma compreensão exata. O objetivo desta linguagem é o de apreciar numa forma nova todos os movimentos existente na natureza em função duma consciência que se acrescenta de momento em momento com uma projeção evolutiva até o infinito, inalcansável e impossível para nossa atual concepção mecânica, sonhadora, de nossa pouca aspiração, em que se justifica nossa mediocridade
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Cabe recordar que todo o universo, desde o átomo até mesmo o cosmos, ascende e descende, desenvolve e decai, genera e degenera, evoluciona e involuciona mecanicamente, porém para transcender essa mecanicidade, necessita-se esforços conscientes, pelo qual todas as nossas idéias habituais estão divididas de acordo com as etapas desses esforços.

Tomemos uma vez mais a imagem “homem” e sem dar-lhe um significado único e exclusivo, conforme nosso pequeno nível conscientivo, vamos introduzir-nos na relatividade como lei existente dentro do existente e observemos que conhecimento adquirimos. Se dividirmos a palavra “homem” para analisa-la sob 7 aspectos ou graduações, teremos assim o homem n.º 1, 2, 3, 4...7.

Os homens nos 1, 2 e 3 constituem a humanidade mecânica; permanecem no mesmo nível em que nasceram. A vida dessa humanidade mecânica desenvolve-se num meio ambiente habitual e de repetição de atos; a vida afetiva de nossa humanidade não é mais que o reflexo desse constante repetir e toda sua vida intelectual não desenvolve mais que o que faz em seu pequeno círculo de vida projetada pela mecanicidade. O homem n.º 1 tem o centro de gravidade de sua vida psíquica nos centros Motor e Instintivo, que é por onde ele vê o mundo. É o homem brutal; seu instinto predomina sobre o intelecto e a emoção. O homem n.º 2 é emotivo, sentimental; o centro de gravidade de sua vida psíquica é precisamente o cilindro Emocional. Cabe notar que 70% da humanidade sofre de enfermidades psicológicas por desequilíbrio deste centro. O homem n.º 3 está no mesmo nível de desenvolvimento, porém sua vida psíquica desenvolve-se baseada em seu centro Intelectivo, predominando sobre os demais centros. Tudo resolve com o intelecto ou trata de resolver. Tudo o que estiver fora do nível intelectual, ou seja, o espiritual, para o qual não encontre solução, busca explicações puramente intelectuais. Para todos seus atos tem uma teoria.

O homem n.º 4 está num estado de transição entre a humanidade mecânica e a humanidade que desenvolveu a consciência. São os buscadores da verdade, que fazem esforços nesse sentido. O homem n.º 4 nasce como os nos 1, 2 ou 3 e só à base de esforços logra chegar a um nível imediatamente superior, como produto de um trabalho consciente. A situação do homem n.º 4 é a ideal para se alcançar níveis superiores de consciência. É o que faz uma revisão das teorias, conceitos, deduções, crenças, etc., através de investigações e se conseguir encontrar as chaves, poderá chegar aos níveis 5, 6 e 7. Começa por auto-observar-se e conhecer a si mesmo, a descobrir seus objetivos claramente e a definir-se até onde vai. Logra criar um centro permanente de consciência, por si mesmo, produto dos esforços em seu trabalho. É um centro de equilíbrio entre todos os centros constituindo-se assim um homem equilibrado em todos os seus atos, sereno para resolver seus conflitos.

O homem n.º 5 é produto de uma cristalização do Corpo Astral superior. Já não muda continuamente como sucede no caso do n.º 1, 2 e 3.
O homem n.º 6 cristalizou em si o Corpo Mental superior. Estes Corpos formam-se mediante transformações de energias orgânicas que mais tarde ensinaremos a nossos discípulos.
O homem n.º 7 é o que chegou a desenvolver em si mesmo aquilo que conhecemos como Maestria. Logrou a imortalidade.

Em cada um desses homens existem o Ser e o Conhecer. O saber do homem n.º 1 baseia-se na imitação, os instintos e a memorização das características do n.º 2 e 3. Todo seu conhecimento é de caráter repetitivo. Seu Ser vive através de seus instintos e suas sensações.

O saber do homem n.º 2 consiste naquilo que lhe dá prazer; quer somente aquilo que lhe agrade. Seu ser vive dos sentimentos e emoções, porém não de emoções superiores, tais como as que se sentem ao contemplar a natureza, senão as baixas, que martirizam, escravizam (filmes de terror, por exemplo).

O saber do homem n.º 3 é um modo de pensar subjetivo, lógico, buscando as soluções em teorias, livros e hipóteses. Por exemplo, os que baseiam um sistema de interpretação de acordo com a quantidade de vezes que se repete determinada palavra na Bíblia. Seu ser é o racional, teórico. Sua vida é uma teoria a mais, cheia de formalismos e regras morais adaptadas ao seu comportamento.

O saber do homem n.º 4 é o daquele que começou a libertar-se dos elementos subjetivos. Está no caminho do saber objetivo. O seu ser baseia-se na auto observação e suas próprias conclusões são baseadas em seu esforço no trabalho. Seu ser começa a ter significação prática dentro de sua nova vida.

O saber do homem n.º 5 é consciente, objetivo, que surge através da investigação real, no terreno dos fatos. O mesmo sucede com o homem n.º 6.
O saber do homem n.º 7 é completamente seu. Seu Ser está auto-realizado; um só pensamento, um só sentimento o une com todo seu ser. Ama em todos os níveis. Se fala de paz o faz em todos os níveis, com todo seu ser e igualmente o cristaliza.
PRÁTICA PARA DESPERTAR CONSCIÊNCIA
É urgente despertar consciência. As coisas externas nem sempre nos trazem esta facilidade. As cores, sons, formas, etc., chamam nossa atenção e muitas vezes somos desviados do que em determinado momento íamos fazer. Se a alguém perguntarmos no momento em que ele está comendo, em que está pensando naquele instante, verificaremos que sua atenção está projetada no passado ou no futuro. Devemos viver de instante em instante, para despertar consciência; do contrário perdemos a oportunidade de conhecer objetivamente o que nos brinda esse momento. Nenhum instante se repete.

Deves formar o hábito de não olvidar-te de ti mesmo (SUJEITO), de sentir como caminhas, como és física e vitalmente; como reages instintivamente, emocional e intelectualmente. Aproveita para observar como funcionam teus defeitos – eles encerram alguma sabedoria.

Jamais esqueças o que tenhas de fazer (OBJETO). Quando for à mesa comer, coma, dando-te perfeita conta disso, com plena consciência. Todos teus cilindros estarão em função da atividade concreta. Não estamos dizendo que se alguém dirigir-te uma pergunta não a respondas. Cumpra todos os requisitos da vida, porém sabendo e tendo consciência de que os executa.

Lembre-se onde te encontras (LUGAR) e comproves se é ali onde deves estar para realizar a atividade proposta. A princípio esta prática poderá ser difícil, porém em breve poderá dividir simultaneamente a atenção nestes três aspectos. Depois de experimentar algumas vezes tendo consciência desses três aspectos, penses imediatamente em que dimensão te encontras, se estás no plano físico ou no plano astral e procure comprovar. Procure dar um pequeno salto com a intenção de flutuar, embora saibas que estás no plano físico, deves saltar, a fim de que este hábito se grave no subconsciente e quando estiver, em realidade, no plano astral e faças a prática, flutuarás realmente; então poderá ir aos lugares que desejar em poucos segundos. É importante que no momento em que sentires que estás projetado ou desdobrado, controles a emoção; do contrário regressarás ao Corpo Físico.
Paz Inverencial
O Instrutor

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